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Primeira semana da Mostra IncentivArte mobilizou artistas e público com oficinas, encontros e experimentações em Nova Lima

  • Foto do escritor: Incentivarte
    Incentivarte
  • 7 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 23 horas


A primeira semana da Mostra IncentivArte – Nova Lima, passado, presente e futuro, transformou a cidade em um território vivo de criação, encontro e experimentação. Com uma programação intensa, marcada por oficinas, rodas de conversa, ensaios abertos e lançamentos, o início da mostra reuniu artistas e comunidade em experiências que colocaram “a mão na massa”, e a imaginação em movimento.


Resultado da residência artística da Bolsa IncentivArte, a programação revelou ao público processos criativos construídos ao longo de seis meses, conectando arte, formação e território em diferentes linguagens.


Arte como experiência compartilhada


Desde os primeiros dias, a Mostra apostou na troca direta entre artistas e participantes. Oficinas de crochê, técnicas mistas, criação literária e práticas interdisciplinares convidaram o público a experimentar materiais, narrativas e formas de expressão.


A artista Juliana Ferreira, que desenvolveu o projeto Entrelinhas, destacou o caráter sensível da experiência: “A ideia era que as pessoas pudessem experimentar, sentir como é fazer o crochê. E também trabalhar as cores, porque elas trazem significado, energia para a vida da gente”, afirmou.


Na Casa Aristides, a oficina de pintura em porcelana também aproximou público e processo artístico. “Eu trabalhava porcelanas que contam história e convidei o público a aprender junto com a gente”, disse Patty Dieguez. Já na literatura, a roda de conversa no Cineminha reuniu diferentes vozes e trajetórias. Para Paulo Venthura, o processo partiu da escuta do território. “Eu trabalhei com personagens da cidade, com pessoas que têm histórias para contar, referências em suas áreas. É um livro que nasceu daqui”, explicou.


A escritora Nívea Sabino celebrou a oportunidade de se afirmar como autora na cidade:

“Foi a primeira vez que me coloquei como escritora em Nova Lima. Fiquei muito feliz com essa oportunidade e com esse encontro com o público.”


Corpo, território e experimentação


A dimensão performativa também marcou a primeira semana. Em Macacos, o artista Christiano Castro apresentou um ensaio aberto que relacionou corpo, paisagem e matéria:

“O trabalho falou sobre as formações e transformações da rocha presentes aqui. Eu fiz uma relação entre corpo, território e matéria, transformando essa pesquisa em movimento”, contou.


Na Casa Aristides, a artista Thembi Rosa propôs uma experiência imersiva que uniu desenho, som e movimento. “Propus que as pessoas experimentassem uma partitura de movimentos baseada em desenhos, com interação entre som e gesto. Foi um convite para o corpo entrar na obra”, explicou.


Um dos momentos mais marcantes da semana foi o lançamento do documentário Memórias de Seu Honório, no Cineminha, resultado da residência artística. O músico e realizador Romero Bicalho destacou o envolvimento da comunidade no processo. “Foi um trabalho feito com muito carinho, por pessoas da própria comunidade. A gente trouxe o senso de pertencimento e mostrou nossa cultura, nossos valores”, afirmou.


“O objetivo foi instigar as pessoas a cuidarem do lugar onde vivem, daquilo que é nosso”, completou.


Palavra, voz e criação coletiva


A programação também abriu espaço para a literatura e a experimentação com a palavra. A roda de conversa com escritores e escritoras da residência evidenciou a diversidade de abordagens, da poesia visual à ficção atravessada pela memória. “Foi uma história que misturou ficção com lembranças e com a história da cidade, especialmente ligada à mineração e às nossas famílias”, destacou uma das participantes.


Com atividades que atravessaram diferentes espaços da cidade, a primeira semana da Mostra IncentivArte consolidou o projeto como um espaço de formação, criação e troca. Realizada pela Prefeitura de Nova Lima, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, e com recursos do Ministério da Cultura via Política Nacional Aldir Blanc, a iniciativa segue ao longo de março com novas oficinas, apresentações e encontros.


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