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Mostra IncentivArte chega à reta final com semana dedicada ao palco e às experiências cênicas

  • Foto do escritor: Incentivarte
    Incentivarte
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

A Mostra Coletiva IncentivArte, “Nova Lima, passado, presente e futuro” entrou, entre os dias 25 e 29 de março, em sua última semana de programação em Nova Lima, marcada por um clima de síntese e abertura ao público. Depois de semanas intensas de formação e processos criativos, o foco se voltou para o palco, lugar onde as criações ganharam corpo, presença e diálogo direto com o público.


A programação reuniu ensaio aberto, lançamento de documentário e apresentações que transitaram entre teatro, performance e música, consolidando a mostra como um espaço de encontro entre linguagens e narrativas do território.


A semana começou na quarta-feira (25) com o ensaio aberto de “Experimento 1: QUEDA ou o inevitável caminho”, de Ludmilla Ramalho, no Teatro Municipal. A proposta colocou o público em contato com o processo de criação, revelando uma cena que partia da fronteira entre sono e vigília. Em cena, mãe e filha atravessaram quedas, silêncios e imagens poéticas, em uma investigação que tratou o dormir como gesto radical e o sonho como território de invenção e ensaio de futuros possíveis.


Na sexta-feira (27), a programação se desdobrou em diferentes espaços e linguagens. No Teatro Municipal, o espetáculo “Recordações”, de Vinicius Ribeiro, trouxe ao palco a trajetória de um jovem artista que retorna à sua cidade natal para revisitar memórias e experiências. A montagem articulou relatos pessoais e vivências LGBTQIAPN+, transformando o palco em espaço de escuta, identidade e pertencimento, ao costurar dimensões íntimas e coletivas da vida em Nova Lima.


No mesmo dia, o Cineminha recebeu o lançamento do documentário “Palavra de Mulher”, de LISLIE. A obra reuniu poemas, canções e histórias de mulheres da cidade, transformando memórias orais em presença viva e afirmando essas vozes como parte fundamental da história cultural local. Logo depois, no Teatro Municipal, o projeto ganhou continuidade no show homônimo, em que LISLIE e banda levaram ao palco uma combinação de poesia e música, dialogando com composições autorais e vozes femininas do território.


No sábado (28), a programação manteve o ritmo com duas apresentações que exploraram diferentes dimensões da relação entre corpo, memória e território. Em “Dobras de Paisagem”, Christiano Castro investigou o tempo geológico a partir das rochas de Macacos, traduzindo processos como pressão, calor e transformação em movimento. O corpo, em cena, tornou-se paisagem viva, revelando camadas e fissuras que conectam matéria, tempo e memória.


Na sequência, o espetáculo musical “E agora, José?”, com Marielle Brasil e banda, trouxe ao palco as histórias do vilarejo José de Almeida. A partir de um processo de escuta sensível e convivência com a comunidade, a apresentação costurou narrativas, afetos e sonoridades do cotidiano, transformando memórias em canção e fortalecendo o sentimento de pertencimento.


Encerrando a mostra no domingo (29), “Experimento 1: QUEDA ou o inevitável caminho” retornou ao Teatro Municipal, desta vez em sua apresentação completa. A obra reafirmou sua proposta de investigação do sono como ato político, em uma cena que oscilou entre intimidade e vertigem. Entre travesseiros que se transformaram em constelações e movimentos que evocaram quedas e suspensões, o espetáculo deixou no público uma experiência que ultrapassou o momento da apresentação, reverberando para além do teatro.


O Bolsa IncentivArte é realizado pela Prefeitura de Nova Lima, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e pelo Instituto Periférico, com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.


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