Mostra Cultural do IncentivArte revela produções autorais e olhares sobre a cidade
- Incentivarte

- 5 de mar.
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A cultura de Nova Lima ganha destaque neste mês com a "Mostra Coletiva - Nova Lima: passado, presente e futuro – Território Circular". Focada em grupos periféricos e historicamente marginalizados, a exposição reúne produções de 20 artistas residentes da Bolsa IncentivArte, política pública de residência artística de seis meses que fortalece linguagens artísticas no município, com bolsas mensais para pesquisas e projetos autorais conectados à realidade local, promovendo autonomia e redes comunitárias.
Realizada pela Prefeitura de Nova Lima e pelo Instituto Periférico, a iniciativa usa recursos próprios e do Ministério da Cultura (Política Nacional Aldir Blanc). A curadoria enfatiza a circularidade entre memória histórica, como as cicatrizes da mineração, e identidades contemporâneas periféricas. Da escuta e diálogo entre mentores, curadores e residentes – com coordenação pedagógica de Lena Cunha e direção de Gabriela Santoro – surge uma rede viva de expressões coletivas, valorizando corpo, palavra e presença.
"Desde o começo, houve uma integração real entre formação e criação. O percurso formativo esteve totalmente articulado ao processo criativo individual e coletivo", destaca Lena Cunha. "A parceria com a Prefeitura permitiu construir um programa sólido, com compromisso com a diversidade. A Mostra é a culminância desse ciclo, mas também o início de novas redes", complementa Gabriela Santoro.
A abertura, na Casa Aristides no dia 04 de março, celebrou o processo criativo com obras autorais integradas à criação, formação e território. Entre as em destaque estão a HQ “Ouro Negro – Memórias da Terra Ferida”, de André Reis, que investiga as cicatrizes da mineração; a instalação “Memória não vira poeira”, de Gabriel Afonso, transformando poeira em metáfora territorial; “Tecendo o Ar”, de Juliana Ferreira, ressignificando crochê no urbano; o mini-documentário “Tambor da Cidade”, de Júnio Shock, registrando tradições do Congado; “AFROCENA”, de Natália Manga, articulando moda afrodiaspórica; as mini-esculturas “Carrancas da Montanha”, de Nívea Sabino; porcelanas pintadas de Patty Dieguez; obras híbridas de dança e tecnologia de Thembi Rosa; o cenário distópico “Visões de Serramar”, de Mart Posse; e a maquete “Presente Contínuo”, de Zilda Alves, unindo Bicame e Casa Aristides na memória arquitetônica – além de mais trabalhos dos residentes.
A exposição segue na Casa Aristides até 27 de março, com programação expandida ocupando a cidade até 29, em espaços como Cineminha, Teatro Municipal, Biblioteca Municipal, CAC Matadouro e São Sebastião das Águas Claras (Macacos). Destaques incluem oficinas como “InterAções . sons . movimentos . partituras” (Thembi Rosa, 11/03), “Desvendando a concepção de uma pintura em porcelana” (Patty Dieguez, 13/03), “Criando acessórios com miçangas” (Natália Manga, 13/03), “Criação literária” (Paulo Venthura, 14/03) e “ECOA: Voz e Identidade” (Marcela Maria Martins e LISLIE, 14/03); lançamentos de “Memórias de Seu Honório” (Romero Bicalho, 12/03) e “Palavra de Mulher” (LISLIE, 27/03); e espetáculos no Teatro Municipal como “Recordações” (Vinicius Ribeiro, 27/03), “Dobras de Paisagem” (Christiano Castro, 28/03), “E agora José?” (Marielle Brasil, 28/03) e “Experimento 1: QUEDA” (Ludmilla Ramalho, 29/03). Atividades com vagas limitadas, sujeitas a lotação.
Uma celebração da diversidade cultural regional em Nova Lima – espaço plural de arte e liberdade, comparável a programas como Bolsa Pampulha ou VAI, mas com foco único em residência integrada e descentralizada. Confira a programação completa no link.
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