
Ludmilla
Ramalho
ARTES CÊNICAS

"Uma pesquisa poética que atravessa temas como violências de gênero, estados expandidos de consciência e as complexidades da maternidade em uma sociedade patriarcal, explorando diversas linguagens.”
Ludmilla Ramalho é uma artista multimídia cuja obra dialoga entre territórios diversos: performance art, fotoperformance, videoperformance, cinema, teatro e dança. Ela é graduada em Teatro pela UFMG e pós-graduada em Arte da Performance (Faculdade Angel Vianna) e, atualmente, está em formação em Psicanálise na pós-graduação do Instituto ESPE.
Nos últimos dez anos, sua pesquisa atravessa temas como violências de gênero, estados expandidos de consciência e as complexidades da maternidade em uma sociedade patriarcal. Atua também como curadora independente e gestora cultural em projetos artísticos que exploram as fronteiras da performance e das artes cênicas, tais como: Solo em Foco, Fórum de Fotoperformance e Ateliê de Performance.
Suas criações mergulham em temas que desvelam camadas sutis e violentas da existência contemporânea, como seus trabalhos premiados: o solo "Orlando - Um prólogo", inspirado na obra de Virginia Woolf, e as performances "Fuck Her" e "Papel de Mãe". Com 25 anos de carreira artística, já participou de Festivais de grande relevância no Brasil e em outros países, como Portugal, Espanha, Chile e Argentina.
Projeto
“MÍOPE OU A INEVITÁVEL QUEDA"
A pesquisa de Ludmilla Ramalho aborda temas como a maternidade e a sobrecarga da visão e invisibilização das mães no sistema patriarcal, além da conturbada divisão de papéis pré-estabelecidos pela sociedade e a relação da mulher-mãe com o trabalho. Em 2022, ela criou um argumento dramatúrgico de uma “palestra-performance” que busca este espaço da Residência para seguir seu desenvolvimento.
O texto, intitulado “Míope ou a inevitável queda”, traz luz às questões sobre gênero e maternidade, tensionando realidade e ficção. Toda a pesquisa terá como norteador sua “Miopia Gestacional” que teve durante o período de 2 anos e 2 meses junto com a livre demanda de amamentação de sua filha Catarina, explorando essa condição física e experiencial em metáforas, imagens e ações performáticas. A pesquisa contará com as obras de algumas artistas importantes da década de 60 e 70, como Mierle Laderman Ukeles, Susan Hiller, Mary Kelly e Anna Maria Maiolino, precursoras no campo da arte e temas relacionados à maternidade.








































