
Lúcio
Vermelho
ARTES VISUAIS

Projeto
"TRABALHADORES"
Madeira
A palavra "madeira" deriva do latim materia, que significa "substância", "material de construção" ou o "tronco das árvores". Substantivo feminino. Parte lenhosa das árvores, constituída de fibras e aproveitada em construção e trabalhos de carpintaria e marcenaria. Pau.
Pau
Substantivo masculino. Qualquer madeira; pedaço de madeira, lenha, lenho. Nome dado a várias peças de madeira. A palavra "pau" tem origem no latim palus, que significa "estaca", "moirão" ou "poste de madeira".
Trabalho
Substantivo masculino. Atividade profissional que alguém faz mediante pagamento; emprego: tem origem no latim tripalium (três paus), um instrumento de tortura utilizado na antiguidade para imobilizar escravos e prisioneiros, derivando no verbo tripaliare ("torturar", "sofrer").
Trabalhador
Que ou aquele que trabalha.
Que ou aquele que gosta de trabalho, que é dado ao trabalho; ativo, laborioso.
O que aqui se encontra ainda está por fazer-se.
A série Trabalhadores é um caminho que busca entrelaçar, evidenciar e trazer à tona os rastros, vestígios e indícios daqueles que, com seus corpos, mentes, desejos e medos, enfim, com suas vidas, construíram anonimamente a cidade visível e a invisível, cidades essas em que pisamos, comemos, vivemos e convivemos. O que se vê são mãos, braços, pernas, pés, cabeças que construíram histórias, estabeleceram territórios, geraram riquezas. As mãos que constroem o mundo, comumente, não são as mesmas que escrevem sua história.
O trabalho que propus para a mostra do IncentivArte é um apanhado poético e visual, recheado de referências, simbologias e metáforas. Uma arqueologia autoral dos trabalhadores que construíram Nova Lima e a sociedade em que vivemos. Sem cunho histórico ou cronológico, mas algo mais livre e passível à interpretação, e sobre como essas relações de trabalho me/nos atravessam. Trabalho e proposta que foram se construindo e se modificando ao longo do processo da residência.
Saio dessa residência artística com enorme gratidão e a sensação de ter vivido a experiência artística mais edificante que experimentei. O encontro com outros artistas de tantas áreas distintas, as trocas e orientações da tutoria e da curadoria, o aprendizado e as viradas de chave com grandes artistas e pensadores da arte do nosso tempo.
Tenho certeza de que o trabalho que apresento é, antes de tudo, apenas uma ponta, o início de muitos futuros trabalhos que ainda irei realizar.
Viva a arte!
“Procuro fazer presente o que está ausente, evocar o que jaz, tocar o espectador, propor o sentimento por meio do pensamento. Retirá-lo de algum lugar, levar a algum movimento interno. E faço isso por vários caminhos, nem sempre belos.”
Lúcio Flávio Araújo, conhecido artisticamente como Lúcio Vermelho, é um multiartista e educador com uma trajetória profissional abrangente e diversificada. Possui Licenciatura Plena em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela a Escola Guignard – Universidade do Estado de Minas Gerais.
Sua experiência profissional abrange desde o ensino de artes e marcenaria até a produção cultural e artística. Como mestre marceneiro e proprietário da Marcenaria Bicho Pau desde 2014, ele se dedica ao desenvolvimento e execução de projetos de marcenaria maciça, artística e esculturas em madeira. Além disso, atua como músico percussionista no grupo Sambado Chaveiro e é professor de marcenaria, arte e história da arte em instituições como o Instituto Educacional e Cultural Ouro Verde, aplicando a pedagogia Waldorf.
Lúcio Vermelho tem uma vasta experiência como professor de artes em diversas escolas estaduais e institutos educacionais, lecionando para o ensino fundamental e médio. Sua paixão pela arte se estende para além da sala de aula, tendo atuado como ator em peças de teatro de rua com abordagem ambiental, e como produtor artístico, coordenando e confeccionando alegorias e decorações para desfiles carnavalescos no Grêmio Cultural, Recreativo e Escola de Samba Monte Castelo.
Ele também ministrou aulas de desenho de observação, criação, história da arte e história em quadrinhos na Escola Casa Aristides – Museu de Artes e Ofícios, onde também foi monitor. Sua versatilidade se reflete ainda em trabalhos de produção cenográfica para espetáculos e mostras culturais.
Com experiência em artesanato (criação e reprodução de desenhos em cerâmica) e educação ambiental, onde atuou como monitor e ministrou aulas multimídia, Lúcio Vermelho demonstra um engajamento contínuo com a cultura e a sociedade. Sua obra artística foi reconhecida em diversas exposições, incluindo individuais no Espaço Oscar Niemayer e coletivas, e foi premiado com o 1º lugar no Salão de Arte de Nova Lima em 2007, solidificando sua posição como uma figura proeminente no cenário artístico local.








































