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Juliana

Ferreira

ARTESANATO

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Projeto
"TECENDO AR"

Minha pesquisa artística parte do artesanato como prática viva, reconhecendo no crochê um saber ancestral que atravessa gerações e sustenta identidades. Nos fios, encontro memória, permanência e resistência. O fazer manual, para mim, não é apenas técnica. É conhecimento transmitido, tempo dedicado e construção coletiva. O crochê carrega histórias e transforma gestos cotidianos em expressão cultural.

Durante a residência IncentivArte, aprofundei essa investigação ao afirmar o artesanato como linguagem contemporânea, capaz de ocupar o espaço público e dialogar com diferentes públicos. A convivência com outros residentes e os encontros de mentoria fortaleceram minha compreensão do artesanato como prática cultural legítima, potente e em constante movimento.

A obra desenvolvida, Tecendo Ar, reafirma o crochê como expressão de território e ancestralidade, deslocando-o do espaço doméstico para o espaço urbano sem perder sua essência manual. Ao ocupar a cidade, o fio amplia seu significado e convida ao encontro. Mais do que realizar uma intervenção, o processo consolidou meu compromisso com o artesanato como forma de arte viva, coletiva e transformadora.

“A minha arte é uma encruzilhada: ponto de encontro de diferentes tempos, de transformação e de possibilidades.”

Juliana Ferreira é artista plástica, artesã e arte-educadora de Nova Lima. Estuda Artes Plásticas na Escola Guignard/UEMG, onde desenvolve pesquisas que entrelaçam crochê, bordado e macramê com linguagens contemporâneas. Seu trabalho valoriza as tradições manuais e transforma os fios em narrativas de afeto, memória e identidade.

Como arte-educadora, Juliana conduz oficinas que aproximam adolescentes e adultos do universo das artes têxteis, em experiências coletivas que fortalecem a autoestima e despertam a criatividade. Ela também busca práticas sustentáveis, reaproveitando materiais e ressignificando o que seria descartado. Acredita que a arte é um espaço de encontro, onde técnicas e gerações se conectam e onde os fios, ao se unirem, criam laços, sentido, pertencimento e comunidade.

Bolsistas
2025/2026

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