
Joelma Sena
LITERATURA

Projeto
"NARRATIVAS DE UMA NOVA LIMA DISSIDENTE"
Penso que dentro de uma cidade existem várias cidades. Para conhecê-las, nada melhor que percorrer suas ruas como se fossem telas que se pintam a cada novo passo e acurar a audição para escutar vozes que, ao menor descuido, se misturam à paisagem sonora, perdendo-se no espaço.
Esse foi o movimento que fiz para pensar sobre o tema “Nova Lima, passado, presente e futuro — território circular”, questionando: qual cidade se descortina diante de mim quando lanço olhar para a Nova Lima dos mineiros e escuto sujeitos heterogêneos, atravessados por diferentes marcadores sociais?
Dentro dessa perspectiva, entrevistei seis sujeitos que constituem o território nova-limense, e por ele são constituídos, para conhecer suas histórias e a cidade sob seu ponto de vista. Visitar essas histórias de vida me permitiu pensar sobre a diferença e, sobretudo, enxergar outra Nova Lima e sentir-me parte dela.
As narrativas decorrentes das entrevistas, bem como algumas crônicas afetivas, integram o livro “cotidianas”, fruto dos seis meses de residência no Bolsa IncentivArte. Nesse período, tive a oportunidade de conhecer, conviver e aprender com outros artistas, residentes e convidados, que, certamente, me ajudaram a desestabilizar verdades, a deslocar minha forma de pensar o mundo e a enxergar outros mundos possíveis.
"Desenhar com as palavras me faz enxergar a vida mais colorida."
Joelma Sena é uma artista-pesquisadora-professora que investiga a inclusão a partir da Arte há mais de dez anos. Ela é artista visual de formação e busca em seu trabalho uma interface com as demais linguagens artísticas, sobretudo a Literatura. Nos últimos anos, tem se dedicado à escrita acadêmica de artigos, capítulos de livros, cartas e também de textos que gosta de chamar de crônicas afetivas. Nesses textos, ela constrói narrativas que versam sobre pessoas ou situações cotidianas que se conectam com seus leitores nas sutilezas.
Ser escritora se tornou um sonho em 2020 e, desde então, não parou mais de escrever. Alguns textos publica nas redes sociais, outros, inscreve em concursos literários e outros guarda para a publicação de um livro futuramente. Ela gosta de dizer que vive uma vida artista, ou seja, uma vida permeada pela plasticidade que as linguagens artísticas proporcionam.








































