
Gabriel
Afonso
ARTES VISUAIS

Projeto
"MEMÓRIA NÃO VIRA POEIRA"
Em Memória não vira poeira, Gabriel Afonso propõe revelar as camadas profundas de sujeira — física, simbólica e histórica — acumuladas pelo processo de mineração na construção da cidade de Nova Lima, em Minas Gerais. A instalação artística parte da poeira como matéria e metáfora: aquilo que se deposita silenciosamente sobre o solo, os corpos e as narrativas e que, insistentemente, tenta-se varrer para debaixo dos tapetes.
As obras tensionam a ideia de progresso associada à mineração, vendida aos cidadãos nova-limenses como destino e promessa, expondo seus impactos sociais e históricos, impostos majoritariamente a corpos pretos. Pretœrritório, uma das obras apresentadas, enuncia a pergunta que orienta a instalação "Com quantos pretos se constrói uma cidade?", questionando a chamada “vocação mineral” do território e utilizando diferentes técnicas, Gabriel Afonso estabelece um diálogo entre passado e futuro ancorado no presente, mantendo a memória como referência e reverência. O luto exposto nas obras pretende converter-se em luta e reparação.
A exposição configura também uma disputa de narrativas na prática, afirmando que tudo aquilo que se tenta encobrir inevitavelmente retorna. Lembrar é um gesto político.
“Minha arte é o que o tempo, a circunstância e os sonhos fizeram de nós. A extensão daquilo que não cabe em um corpo”
Gabriel Afonso é um multiartista com formação em Cinema e Audiovisual (Una), Rádio e TV (Newton Paiva) e Produção Cultural. Ele é ator de destaque em séries televisivas como "Hit Parade" e outras inéditas, e também dirigiu "Como eu me vejo em você", exibido em mostras importantes como Memorial da Vale e Nova Lima Em Cena.
Foi diretor executivo, produtor e diretor de arte do premiado curta “Impermeável Pavio Curto”, reconhecido como Melhor Filme no 20º FestcurtasBH e no 51º Festival de Brasília. Como representante do setor audiovisual de Nova Lima (selo “Cidade Amiga do Audiovisual”), ele atualmente está em pós-produção de seu curta de ficção “Dentro do meu peito mora um cão”.








































