
André
Reis
ARTES VISUAIS

"Uma HQ dando voz às memórias silenciadas e usando a arte para escuta, denúncia e pertencimento."
André Reis é um artista visual com formação sólida em Artes Visuais — Bacharel e Mestre pela Escola de Belas Artes da UFMG — e Licenciado pela Universidade Cruzeiro do Sul. Sua trajetória percorre a animação, ilustração, quadrinhos e pintura, integrando pesquisa acadêmica e prática profissional.
Ele trabalhou por mais de uma década na Tutano Filmes, onde se especializou em animação 2D tradicional, e atuou em edição de imagem, design e computação gráfica em instituições como a Rede Minas e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa. Também colaborou como ilustrador no Caderno Engenho e Arte, suplemento cultural dominical do Jornal O Tempo, ampliando sua presença no campo editorial.
Na educação, lecionou Arte para o Ensino Fundamental II na Prefeitura Municipal de Nova Lima e atualmente ministra oficinas de Pintura Acrílica nos Centros de Arte e Culturas Matadouro, Cabeceiras e Água Limpa, além de oficinas de Quadrinhos na Casa Aristides. Paralelamente, desenvolve a HQ "Ouro Negro – Memórias da Terra Ferida", que resgata a história da mineração em Nova Lima em diálogo com memória, resistência e identidade cultural.
Projeto
"OURO NEGRO – MEMÓRIAS DA TERRA FERIDA"
O projeto "Ouro Negro – Memórias da Terra Ferida" é uma HQ que revisita a história social de Nova Lima pela perspectiva dos trabalhadores da mineração, com foco nas memórias silenciadas. Voltada a adolescentes de 11 a 15 anos, a HQ utiliza linguagem acessível e forte apelo visual para tratar da escravidão nas minas, presença inglesa, acidentes de trabalho, silicose, repressão e formas de resistência negra e popular.
O roteiro, baseado em pesquisa histórica e testemunhos locais, destaca espaços simbólicos como a Banqueta do Rego Grande, Praça Bernardino de Lima, Bicame e Banqueta do Bananal, dando voz a mulheres, crianças e ex-operários. Durante a residência, serão produzidas ilustrações, layouts e ações pedagógicas, como oficinas e rodas de conversa, registrando o processo em diário gráfico sobre o fazer coletivo.








































